quinta-feira, 25 de outubro de 2012

DIA DE POESIA


"Clevane Pessoa de Araújo" escreve o
Poema Vermelho
para "O Flautista de Todas As Fátimas"
pintura de de Luiz Carlos Rufo


Sangrassem, as rosas, o sangue teria perfume vermelho.
Na composição biopoética do sangue das rosas, con/vivem células de caroços de romãs,
 místicos e condutores de crenças;
Mórulas de amoras sensuais;
Amores de maças do paraíso.
Penas de Lóris branca, manchada no peito;
Morangos saborosos sem champagne;
Clamores de combatente sem campos de batalha pela Paz.
Suor sangrento de porfíria incompreensível e letal.
Mancha de virgem em lençol de linho.
Safra de raríssimo vinho;
Menstruação, de/flor/ação, nascimento.
Batom onde a cera de abelhas convida ao mel.
Tons de lábios grandes e pequenos.
Labaredas: salamandras elementais do fogo, a desenhar em rubro, 
linguetas de linguagens poderosas.
Aromático sangue de rosas: licor dos deuses,
a representar a essencial mais sutil da arte:
o milagre da criação humana.

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