sábado, 28 de março de 2015

FEM Mulher entra na pauta do Fórum da RMR, Goiana, Caruaru, Garanhuns e Petrolina

XIX Fórum de Gestoras de Organismos Municipais de Políticas para Mulheres da RMR e municípios de Goiana, Caruaru, Garanhuns e Petrolina, realizado, quinta-feira (26/03), no auditório do Museu da Cidade do Recife.
A destinação de 5% do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal para políticas voltadas para as mulheres, o FEM Mulher,  foi a pauta principal do XIX Fórum de Gestoras de Organismos Municipais de Políticas para Mulheres da Região Metropolitana do Recife e municípios de Goiana, Caruaru, Garanhuns e Petrolina, realizado, nesta quinta-feira (26/03), no auditório do Museu da Cidade do Recife.
O vice-prefeito do Recife, Luciano Siqueira, fez questão de dar as boas vindas às participantes. “Quando iniciamos a gestão assumimos o compromisso de fazer um governo popular e feminista. Mas sabemos que não basta criar uma secretaria da mulher e montar uma infraestrutura. O desafio é transversalidade. Envolver todo mundo”, destacou Luciano Siqueira.
A secretária da Mulher de Pernambuco, Silvia Cordeiro, que até dezembro coordenava o Fórum como gestora do Recife, enfatizou a importância de cada secretária, coordenadora, gerente ou diretora. “Temos que ter autoestima elevada por ser gestora de políticas para as mulheres e parar de dizer que não há políticas públicas para mulheres. Estamos caminhando muito e a passos acelerados. Pernambuco tem 160 organismos municipais. No Brasil, são cerca de 600. O que quer dizer que representamos mais de um sexto. Recife deu um salto gigantesco ao anunciar concurso público para a secretaria da mulher. O governador Paulo Câmara, ao anunciar o FEM Mulher, abriu o debate sobre o financiamento dessa política. Não podemos ficar dependendo de editais. Cinco por cento é pouco, mas faz muita diferença”, avaliou.
Silvia também destacou que enquanto Pernambuco investiu R$ 4,68 do seu PIB por mulher, estados como São Paulo e Rio de Janeiro não gastaram nem R$ 1,00. Para a secretária, as mulheres devem lutar pela implantação dos organismos nos seus municípios mesmo que em um primeiro momento não haja orçamento para as ações. “Colocar secretarias e coordenadorias é o primeiro passo para ter orçamento, para reforçar o debate sobre o machismo e para colocar mais mulheres no parlamento”, defendeu.
Em seguida, o secretário Executivo de Planejamento e Gestão e de Infraestrutura de Paulista, Ricardo Góes, apresentou passo a passo a forma como o FEM é estruturado e como as gestoras deverão agir para acessar os recursos do FEM Mulher, a partir da apresentação de projetos. “É importante que vocês fiquem atentas ao que diz o decreto 41.564. O texto diz que pelo menos 5% dos recursos devem ser aplicados em políticas para mulheres. Dependendo do poder de convencimento de vocês, o percentual pode ser maior”, afirmou.
 
MULHERES NEGRAS- O Fórum da RMR abriu espaço para que a representante da Comissão das Mulheres Negras Metropolitanas, Lindacy Assis, apresentasse informes sobre o segmento. Lindacy chamou a atenção das gestoras para a alta incidência de mortes maternas entre as mulheres negras em função da anemia falciforme. Segundo ela, as mortes acontecem porque muitos profissionais de saúde não sabem tratar. Para ela, é vital que as gestoras coloquem o assunto na pauta dos municípios.
Lindacy também solicitou o apoio das gestoras na articulação da Marcha Mundial das Mulheres Negras marcada para o dia 18 de novembro, na Capital Federal. “Queremos levar mulheres negras para Brasília e levar as nossas demandas para os ministérios. Para isso, estamos percorrendo os municípios para ouvir as mulheres. Contamos com a ajuda de vocês para articular esses encontros”, finalizou Lindacy.
A deputada estadual, Simone Santana, que é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Pernambuco, e a vereadora Isabella de Roldão, prestigiaram o Fórum. “Há muito tempo ansiava por esse contato com vocês. Há dois meses ,estou deputada estadual e já ocupo a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Temos muito o que fazer em parceria com as gestoras e do Judiciário para que a comissão saia da periferia e ganhe posição de destaque, fazer  um trabalho que vá ao encontro dos anseios das mulheres”, afirmou Simone Santana.

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